segunda-feira, 16 de julho de 2012

Menopausa.Porque não tratar?


MENOPAUSA

Há quatro décadas quando a expectativa de vida alcançava meros 60 anos, falar em menopausa era como anunciar o prenúncio da velhice e a proximidade ao término da existência.

Nos dias atuais, é IMPENSÁVEL qualquer similaridade, sendo um dos maiores problemas de saúde pública .

Mulheres que cuidam da sua saúde se alimentando adequadamente, praticando atividades físicas, não fumando, controlando o stress e indo a médicos regularmente provavelmente viverão até no mínimo 90 anos, se não mais.

Assim, abdicar dos hormônios produzidos pelos ovários, por quase 40 anos é da mesma forma IMPENSÁVEL.


SIGNIFICADO DA PALAVRA MENOPAUSA:


Palavra criada em 1816 para designar as interrupções das menstruações que ocorre em conseqüência da falência ovariana fisiológica. Pode ser determinada cronologicamente pela ausência de menstruação por pelo menos 1 ano.

Climatério (do grego Klimakter) = ponto CRÍTICO DA VIDA: é o período imediatamente antes da menopausa e os anos posteriores.


Realidade Brasileira:

· Mais de 45 milhões de mulheres no climatério.

· Mas de 22 milhões de mulheres na menopausa.

· Menos de 10% fazes reposição hormonal.

· 80% abandonam o tratamento em 6 meses.


CONTRA INDICAÇÕES NO TRATAMENTO : (1)
  • Cancer de mama e endométrio ativo
  • Cancer de mama tratado a menos de 5 anos (pacientes curadas a mais de 5 anos e sem sinal de metástases podem ser tratadas)
  • Sangramento uterino de causa não dignosticada.
  • Doença hepática aguda e severa.
  • Doença tromboembólica aguda.
  • Cancer hormônio dependente em atividade.
  • Pacientes que tiveram cancer de endométrio estágio 1 e foram histerectomizadas ( retirado do útero) podem ser tratadas.
  • História familiar de cancer de mama não contra indica tratamento.Em um estudo norte americano a taxa de mortalidade foi menor nas pacientes que tinham histórico familiar de cancer de mama e fizeram terapia de reposição hormonal.

(1) TEXTOS RETIRADO DOS LIVROS – ENDOCRINOLOGIA- GUIAS DE MEDICINA AMBULATORIAL E HOSPITALAR DA UNIFESP – EPM – PRIMEIRA EDIÇÃO – 2009 , página 295; ENDOCRINOLOGIA CLÍNICA -LÚCIO VILAR - QUARTA EDIÇÃ- PÁGIBA 577

Uma brilhante conclusão: se 67 milhões de mulheres estão no climatério - menopausa e apenas 10 % está sob tratamento , quase 60 milhões estão sem tratamento, concordam?
Será que temos então, 60 milhões de mulheres com as contra indicações citadas acima?
Tenho certeza que não.
Portanto, porquê não tratar???
Um pouco de fisiologia:

A partir da puberdade a orquestra ovariana feminina é regida por dois hormônios da hipófise, FSH (hormônio folículo estimulante) e LH (hormônio luteinizante). Ambos de maneira coordenada vão até os ovários estimulando – os a produzirem estrogênios e progesterona.

LEMBRETE: Estrogênio é uma classe de hormônio e não um hormônio.
Os estrogênios humanos são: estradiol, estriol e estrona.

Entenda o que ocorre no ciclo menstrual antes do climatério/menopausa:

 
Esses hormônios ditam inúmeras funções ao longo da vida:

  • Características femininas ao corpo como cintura menor que o quadril (corpo em violão), voz fina, seios e pele aveludada.
  • Desenvolvimento de órgãos sexuais internos e externos ex. útero, trompas e vagina.
  • Ciclos menstruais/ovulação, permitindo as mulheres essa dádiva da vida chamada gestação.
  • Formação de tecido ósseo.
  • Aumentam o metabolismo.
  • Aumentam o depósito de proteínas favorecendo o ganho de massa magra.
  • Depósito de gorduras em locais como glúteos, mamas e coxas o que muitas vezes caracteriza um corpo feminino.
  • Proteção cardiovascular.

Sistema reprodutor feminino:






SINTOMAS DO CLIMATÉRIO:

  • Alterações no sono
  • Ondas de calor - FOGACHOS
  • Flacidez mamária
  • Cansaço
  • Dor durante o ato sexual - dispareunia
  • Alterações psíquicas como tristeza e ansiedade
  • Aumento de peso
  • Diminuição do desejo sexual
  • Diminuição da vaidade e da auto-estima
  • Queda importante na qualidade de vida

DOENÇAS DA MENOPAUSA

  • Osteoporose
  • Hipertensão arterial
  • Resistência a insulina - Diabetes Melitus
  • Obesidade
  • Cardiopatias
  • Alzheimer
  • Dislipidemia - aumento de colesterol ruim, LDL, e diminuição do bom colesterol, HDL.
  • Depressão e outros transtornos psíquicos
  • Tromboses
  • Câncer
Para médicos:

Mecanismo de proteção cardiovascular:

  • Aumenta o oxido nítrico
  • Aumenta PGI2
  • Reduz a endotelina
  • Reduz tromboxano A2
  • Reduz a atividade plaquetária
  • Reduz citocinas pró inflamatórias
  • Diminui a resistência a insulina
  • Pode exercer efeito hipotensor

Entenda porquê existe essa associação entre terapia de reposição hormonal na menopausa e cãncer de mama ,e tire suas próprias conclusões:
Em 1994, um estudo conduzido pelo National Institutes of Health chamado Women’s Health Initiative (WHI) teve inicio com o objetivo de demonstrar que Premarin (R) e Provera (R) poderiam além de melhorar os sintomas da menopausa, poderiam proteger as mulheres de problemas cardiovasculares, osteoporose e câncer.

Este estudo estigmatizou a terapia de reposição hormonal em mulheres, pois neste estudo as participantes tiveram:

  • Aumento de 26 % na incidência de câncer de mama.
  • Aumento de 41% de AVC.
  • Aumento de 22% de doenças coronarianas.
Apesar disto o estudo teve alguns pontos positivos:

  • Diminuição de 37 % de câncer de colon.
  • Redução de 33% de fratura de quadril.
  • Redução de 24 % em incidência geral de fraturas.

Por ignorância ou por simplesmente desconhecer a fisiologia humana os idealizadores do citado estudo citado utilizaram hormônios retirados de urina de égua prenha (ainda utilizados nos dias de hoje) com o nome fantasia de:

 
PREMARIN(R) = PREgnant, MARe, uriNE, o qual é composto de 38 estrógenos conjugados dos quais só se conhece a ação de cinco:


  • Estrona (tem ação cancerígena)
  • Sulfato de equilina em sódica (inexiste em humanos)
  • 17 alfa dihidroequilina ( inexiste em humanos)
  • 17 alfa estradiol ( inexiste em humanos)
  • 17 beta dihidroequilina ( inexiste em humanos)

Outro hormônio utilizado foi o progestogênio acetato de medroxiprogesterona (PROVERA(R)): é diferente de progesterona; tem ação anti progesterona

Entenda melhor:


Atualmente a distinção entre progesterona bioidêntica/natural e a forma sintética Progestogênio (acetato de medroxiprogesterona) ainda se mantém bastante polêmica e não compreendida. Progesterona é utilizada por especialistas em fertilização para proteger a gestação, enquanto medroxyprogesterone (Provera (R)) é utilizado em pílulas do dia seguinte e anticoncepcionais para IMPEDIR a gestação. PORTANTO, SUAS AÇÕES SÃO COMPLETAMENTE DIFERENTES.

UM ADENDO AO CONHECIMENTO - 1:

O acetato de medroxiprogesterona, progestágeno mais utilizado na THM (terapia de reposição hormonal) durante muitos anos, tem ação glicocorticóide, promovendo retenção hídrica e ganho de peso além ANTAGONIZAR os benefícios cardiovasculares dos estrogênios. Foi o progestágeno utilizado nos grandes estudos prospectivos sobre THM, que mostraram aumento na incidência de coronariopatia, de acidente vascular cerebral, de tromboembolismo venoso, e câncer de mama no grupo em uso de reposição hormonal
TEXTO RETIRADO DO LIVRO ENDOCRINOLOGIA CLÍNICO – QUARTA EDIÇÃO – LÚCIO VILAR página 575 –

VOLTANDO,

Além disso, o estudo foi feito com mulheres que já tinham anos de menopausa. Neste período tais mulheres ficam apenas sob ação da ESTRONA que é produzida na supra-renal e tem ação cancerígena.

Antes da menopausa o estradiol, o estriol e a progesterona produzidos pelos ovários protegem as mamas contra a ação de estrona


Não é para menos que tivemos um aumento de câncer de mama. Aliás, acho que ficaria surpreso se não acontecesse nada.

CONCLUSÕES SOBRE OS ERROS METODOLÓGICOS QUE ESTIGMATIZARAM A TERAPIA DE REPOSIÇÀO HORMONAL EM MULHERES

1. Estrógeno errado
2. Progesterona errada
3. Via errada
4. Mulheres erradas

A terapia de reposição hormonal para tratar os sintomas e doenças da menopausa é uma questão bastante polêmica que pode, muitas vezes por falta de compreensão, impedir que pacientes recebam tratamentos seguros e eficazes.
Após o término do WHI, de um dia para outro os médicos tiraram essas medicações de milhões de mulheres.

Muitas começaram a se sentir muito mal com a retirada abrupta das medicações, porém os médicos foram taxativos e passaram a prescrever anticoncepcionais e antidepressivos.
Um ano após o ocorrido, o American College of Obstetrics and Gynecology criou guidelines orientando os médicos a prescreverem as mesmas drogas, porém em doses mais baixas e por períodos mais curtos. Porém, e essa é a grande questão, a segurança dessa “opção de baixa dose” NUNCA foi comprovada cientificamente.

Enquanto isso muitos médicos ignoraram os efeitos do ESTRADIOL e da PROGESTERONA “bioidêntica”, que é formulada para ser idêntica a molécula produzida pelo corpo humano.

Há 25 anos se iniciaram as pesquisas cientificas nos EUA e Europa que demonstram que hormônios bioidenticos, estradiol e progesterona micronizada, são iguais ou mais eficazes que os sintéticos e mais seguros. Porém a medicina tradicional “enfiou” a cabeça debaixo da terra e recusa reconhecer esses estudos seriamente.
Enquanto na Europa os hormônios bioidênticos são usados há muito tempo, nos Estados Unidos apenas em 1998 algumas empresas farmacêuticas receberam aprovação do FDA.

Infelizmente as empresas farmacêuticas controlam ainda o que é passado para os médicos que em sua maioria nunca aprenderam sobre hormônios bioidênticos.
.
A classe médica deve parar de atender os desejos da indústria farmacêutica e começar a atender com mais prioridade os interesses das suas pacientes, e isso envolve prescrever hormônios bioidênticos, pois isso irá levar a mulheres mais saudáveis, felizes e no longo prazo irá diminuir os custos com saúde.

Clique aqui e veja o artigo que mostra a superioridade dos bioidênticos.


UM ADENDO AO CONHECIMENTO - 2:

Tanto os estrogênios sintéticos como os naturais tem se mostrado eficazes nas preservação da massa óssea e na melhora da sintomatologia. Entretanto, na terapia de reposição hormonal do climatério e na menopausa os naturais são mais indicados ( Lindsay ET AL .,1997)”

TEXTO RETIRADO DO LIVRO – ENDOCRINOLOGIA- GUIAS DE MEDICINA AMBULATORIAL E HOSPITALAR DA UNIFESP – EPM – PRIMEIRA EDIÇÃO – 2009


Modo de usar os hormônios bioidenticos ovarianos:

  • Creme ou gel de absorção transdérmica ( pele pele ) com biolipídeo de alta absorção contendo estradiol e estriol nas proporções adequadas.

  • Creme ou gel de absorção transdérmica ( pele pele ) com biolipídeo de alta absorção contendo pregesterona.




Por que preferimos a via transdérmica?

Hormônios ovarianos por via oral :

1- Aumentam a pressão arterial já que aumentam o angiotensinogenio.

2- Aumentam os triglicérides pela passagem hepatica.

3- Aumentam a estrona – hormônio cancerígeno.

4- Reduzem os níveis de testosterona endógena.

5- Aumentam o risco de trombose pela primeira passagem hepática já que diminui antitrombina 3.

6- Causam toxidade hepática.

7- Tem pouca ou nenhuma similaridade fisiológica.

8- Elevada flutuação sanguinea.
9- Reduz os níveis de serotonina e triptofano, substancias relacionadas ao prazer e bem estar.10- Aumenta o risco de cálculo ne vesícula
QUEM SÃO OS VERDADEIROS VILÕES DO CANCER DE MAMA:

  • Xenoestrogênios: grupo com mais de 50 substancias químicas , que imitam as ações de estrógenos com alto alto tempo de retenção no organismo. Se ligam de forma ávida aos receptores estrogênicos impedindo a ligação do hormonio endógeno. Estão presentes em plásticos, cosméticos de beleza, carnes, peixes, frangos e pesticidas
  • Obesidade
  • Álcool em excesso
  • Anticoncepcionais hormonais por longos períodos
  • Tabagismo
  • Estilo de vida
  • Predisposição genética
  • Menopausa

    CONCLUINDO : HORMÔNIO CERTO, NA DOSE CERTA, PELA VIA CERTA, NÃO CAUSA CANCER DE MAMA EM MULHERES , AO CONTRÁRIO, PREVINE.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Bom Dia e Boas escolhas para você...

Exames de saliva poderão indicar doenças

PesquisadoreNorte Pesquisadores Norte-americanos identificaram 1.116 proteínas singulares encontradas nas glândulas salivares dos seres humanos, uma descoberta que, segundo afirmaram na terça-feira, poderia permitir a elaboração de uma série de testes com base na saliva, dispensando a coleta de sangue.
» Saliva indicaria câncer de boca
» Saliva pode indicar câncer de mama
» Hepatite pode ser detectada por saliva
» Pesquisa usa saliva para medir estresse
Até 20% das proteínas encontradas na saliva estão presentes também no sangue, disse Fred Hagen, pesquisador da Universidade do Centro Médico Rochester, em Nova York, que participou do estudo.
"Esse é um campo potencialmente amplo, com várias implicações na área de diagnóstico de doenças", afirmou Hagen, cujo trabalho saiu publicado na Journal of Proteome Research.
Os pesquisadores apostam que os testes com base na saliva ajudarão a diagnosticar doenças como o câncer, males do coração e a diabete, além de outras.
"A fim de sermos capazes de diagnosticar uma doença usando a saliva, é preciso compreender de forma aprofundada o proteoma da saliva", disse Hagen.
De forma semelhante ao genoma, que lista todos os genes de um organismo, o proteoma é um mapa completo das proteínas. Enquanto os genes fornecem o manual de instruções, as proteínas carregam essas informações, regulando os processos celulares.
Pesquisadores de cinco universidades - Universidade de Rochester, Instituto de Pesquisa Scripps, Universidade do Sul da Califórnia, Universidade da Califórnia em San Francisco e Universidade da Califórnia em Los Angeles - tentaram identificar todas as proteínas secretadas pelas grandes glândulas salivares.
Coletou-se a saliva de 23 homens e mulheres saudáveis de várias raças. E testaram-se as amostras usando um tipo de espectômetro de massa, que identifica uma proteína com base na medida de sua massa e de sua carga.
A maior parte das proteínas encontradas era do tipo que sinaliza caminhos, substâncias fundamentais para a resposta do corpo a doenças. Segundo Hagen, a pesquisa acelerará o desenvolvimento de novas ferramentas para identificar doenças que atingem todo o corpo.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Bom Dia a Todos!!!


COMO EVITAR O GANHO DE PESO COM OS ALIMENTOS DE BAIXO ÍNDICE GLICÊMICO.


Como sabemos um dos pilares da medicina antienvelhecimento é a reeducação alimentar através da dieta em zona metabólica, onde controlamos os níveis de insulina através de alimentos de baixo índice glicêmico e usamos com mais freqüência as gorduras, principalmente as do bem (poliinsaturadas, insaturadas e triglicerídes de cadeia média).

Neste post falaremos dos alimentos de baixo índice glicêmico e como evitar a obesidade.



Índice glicêmico pode ser definido como o potencial que cada alimento contendo carboidratos tem em elevar a glicemia (açúcar no sangue).
Quanto maior a quantidade açúcar despejada no sangue maior o índice glicêmico do alimento e maior será a liberação de insulina, hormônio que tem a função de metabolizar este açúcar.
A insulina em níveis altos é um hormônio anabólico que forma gordura e músculos.

Entenda a sequencia de eventos:

1-ALIMENTO COM ALTO I.G
2-AUMENTO DE INSULINA
3-AUMENTO DE PESO
4-RESISTÊNCIA A INSULINA
5-OBESIDADE
6-DIABETES TIPO 2
7 INFARTO – AVC – IMPOTÊNCIA


Entenda melhor:
A insulina é produzida pelo pâncreas para reduzir o nível de glicose no sangue. Assim, quando um batalhão de açúcar invade a sua corrente sanguínea, após ingerir um pão francês, por exemplo, a insulina entra em cena como o policial que vai capturar esses marginais e pôr ordem no local.

O que não puder ser despachado para os músculos e para o fígado para ser transformado em energia (glicogênio), ou aproveitado pelo corpo, é aprisionado na forma de gordura. E, uma vez que a insulina está presente, dificilmente ela liberará esse estoque para ser convertido em energia.

O gerenciamento desse hormônio é uma das formas mais eficazes de perder peso. Quanto mais o seu corpo produzir insulina, mais o seu organismo ficará resistente a emagrecer.
E qual a melhor maneira de controlar a insulina? Não é difícil adivinhar: cortar a ingestão de açúcar, pão francês, massas, doces, batata comum e arroz branco. Simples não?


Além disso, variações intensas nos níveis de insulina estimulam o apetite já que que estes alimentos fornecem ao nosso cérebro a substância que ele mais gosta de mão beijada: o açúcar.

Lembrete: todos os alimentos contendo carboidratos se transformam em açúcar no final do processo metabólico

Alimentos de alto índice glicêmicos são necessários em momentos de aumento de demanda por energia como antes, durante ou pós alguma atividade física intensa e em hipoglicemias.

Mas em atividades físicas, recomendamos o uso destes alimentos principalmente depois da atividade, mas de preferência as frutas ou suco de frutas como o de melancia e laranja.

Em outras situações que não necessitam de tanta energia o excesso de glicose se transforma em gordura através de insulina, podendo aumentar os triglicérides, causar obesidade e levar ao Diabetes tipo 2, como descrito acima

Os alimentos com baixo índice glicêmico, em suma, são ricos em FIBRAS e estas diminuem a absorção de glicose não elevando excessivamente o seu nível sanguíneo.
Além disso, as fibras ajudam a diminuir a absorção de colesterol dos alimentos e aumenta o bolo fecal forçando o organismo a gastar mais energia para a digestão.




Resumindo os benefícios dos alimentos de baixo índice glicêmico:

• Reduzem o apetite
• Estimulam a queima de gordura corporal
• Aumentam o metabolismo e melhoram o transito intestinal
• Aumentam o HDL
• Diminuem as triglicérides
• Diminuem a resistência a insulina ou pré diabetes na qual a insulina torna se ineficaz levando a hipertensão, aterosclerose (artérias entupidas), doenças cardiovasculares (infartos do miocárdio e AVC) E Alzheimer

Para sabermos qual o índice glicêmico de cada alimento foi criada uma classificação – veja abaixo

O alimento referencia é o açúcar simples que tem índice = 100

Alimentos com IG baixo: abaixo de 55
Alimentos com IG intermediário: entre 55 – 70
Alimentos com IG alto: mais de 70
Refrigerantes....................68
Suco de maça...................46
Suco de laranja.................40
Abacaxi ...........................66
Banana.............................55
Cereja..............................22
Damasco desidratado.......31
Maçã............................... 38
Melancia..........................108
Laranja.............................44
Passas...............................64
Tâmara desidratada.........103
Cenoura cozida...............44
Uva..................................46
Amendoim......................12
Barra de chocolate..........49
Batata frita......................75
Bolo simples....................67
Pipoca.............................55
Sorvete............................61
Leite desnatado..............32
Iogurte sem gordura com açúcar de frutas..........33
Iogurte sem gordura sem açúcar de frutas...........14
Batata inglesa cozida......63
Beterraba........................64
Milho enlatado................55
Bagel...............................72
Baguete francesa.............95
Biscoito tipo waffer.........77
Bolacha de água..............78
Croissant..........................67
Pão branco tipo Frances..70
Pão integral.....................60
Pão de levedo.................57
All brain..........................51
Aveia..............................55
Corn Flakes....................84
Farelo de aveia..............74
Mel................................58
Mingau de aveia............49
Musli.............................56
Arroz arbóreo................44
Arroz branco.................87
Arroz integral............... 55
Feijão cozido................48
Feijão de lima...............32
Feijão manteiga............31
Feijão mulatinho..........27
Feijão de soja...............18
Grão de bico enlatado..42
Lentilha........................30

Alguns alimentos e seu teores de fibras:


Verduras e Legumes

1 prato de espinafre 18,50 g
300 g de alho-poró 8,93 g
1 prato de brócolis 8,00 g
1 prato de cenouras 5,60 g
1 prato de couve-bruxelas 5,60 g
1 prato de repolho 5,40 g
1 prato de acelga 5,30 g
1 alcachofra 5,00 g
1 prato de couve 4,60 g


Cereais

1 lata pequena de milho 8,50 g
60 g de massas integrais 5,40 g
60 g de Muslim 4,40 g
50 g de pão integral 4,20 g
60 g de arroz integral 2,00 g
1 colher de café de farelo de trigo 2,00 g
40 g de flocos de aveia 2,80 g
60 g de massas normais 2,00 g
50 g de baguete 1,30 g
60 g de arroz branco 0,80 g


Grãos
1 prato de feijão 7,60 g
1 prato de ervilha seca 6,90 g
1 prato de grão-de-bico 6,80 g
1 prato de lentilhas 3,50 g


Frutas
50 g de figos secos 9,10 g
100 g de framboesas 7,40 g
50 g de tâmaras 4,30 g
10 g de damasco seco 4,00 g
40 g de avelãs 3,60 g
1 fatia de abacaxi 3,60 g
1 abacate 3,30 g
40 g de azeitonas pretas 3,20 g
100 g de morangos 3,10 g
1 maçã (com casca) 3,00 g
150 g de ameixas 3,00 g

quarta-feira, 11 de julho de 2012

bOM dIA!

O que são Hormônios Bioidênticos.

Hormônios Bioidênticos vs. Hormônios Sintéticos
                                                  Não-Bioidênticos


                Os hormônios bioidenticos (isomoleculares) são idênticos aos produzidos pelo organismo humano. O termo bioidêntico é classificado como um neologismo pseudocientífico que se refere aos hormônios endógenos.

São hormônios, como o próprio nome diz, idênticos aos hormônios que a natureza produz em nosso corpo. São substâncias que possuem exatamente a mesma estrutura química e molecular encontrada nos hormônios naturalmente produzidos no corpo humano. Por esta razão, ocupam os mesmos receptores (fechadura) dos hormônios presentes nas células com a mesma exatidão do hormônio humano (chave). Ao serem repostos e absorvidos pelo organismo, são prontamente reconhecidos pelos receptores provocando o que chamamos de ‘resposta terapêutica fisiológica’. Os hormônios bioidênticos são capazes de reduzir de forma substancial os riscos de alguns tipos de câncer.

Ao contrário, os hormônios sintéticos (não-bioidênticos) possuem uma estrutura molecular tridimensional diferente dos hormônios endógenos. Da mesma forma que a cópia mal acabada de uma chave, os hormônios sintéticos não ocupam os receptores dos hormônios (fechadura) com a mesma perfeição que o hormônio bioidêntico, provocando o que chamamos de ‘resposta terapêutica não-fisiológica’. Ou seja, as células recebem uma mensagem diferente daquela produzida pelo hormônio endógeno, e, ao longo do tempo, por acúmulo de mensagens erradas, e em pessoas que já sejam geneticamente susceptíveis, pode haver um aumento da incidência de certos tipos de câncer.

Tipos de hormônios:


1) Natural: Cuja fonte é a natureza (animal, vegetal, mineral) sem sofrer nenhuma modificação artificial.


2) Sintético: Produzido por meio de um processo artificial, em laboratório.


3) Bioidêntico: Hormônio cuja estrutura molecular é idêntica a do equivalente encontrado no organismo humano (isomolecular). Os hormônios bioidênticos (ou isomoleculares) podem ser de origem sintética ou natural.


A Modulação Hormonal Bioidêntica visa deixar os níveis hormonais em uma concentração ideal, ou seja, a concentração em que o organismo trabalha de forma otimizada e plena, mantendo o corpo em elevado estado físico, psíquico e emocional.


Note a ligação incompleta entre o hormônio sintético não biodêntico e seu receptor celular


Hormônios bioidênticos presentes no mercado:


O termo ‘bioidêntico’ é utilizado para preparações que contêm hormônios.

Quais são?

  • Estradiol (E2)
  • Estriol(E3)
  • Dehidroepiandrosterona (DHEA)
  • 7 Keto DHEA
  • Pregnenolona
  • Progesterona
  • Testosterona
  • Melatonina
  • Tiroxina
  • Triiodotironina
  • Hormônio do crescimento humano (GH) produzido por tecnologia recombinante
  • Gonadotrofina Coriônica Humana - HCG
  • Ocitocina

Não são cópias, são idênticos, por isso não produzem os efeitos colaterais de forma semelhante aos produzidos pelos hormônios não-bioidênticos


Existem disponíveis no mercado formulações de hormônios bioidênticos que podem ser administrados através de várias rotas e formas, incluindo, cápsulas de liberação-lenta,cremes e géis transdermicos, comprimidos sublinguais, cápsulas e supositórios vaginais.

Nos Estados Unidos, tem predominado o uso de hormônios não bioidênticos nos últimos 40-50 anos, iniciando-se com a introdução dos contraceptivos orais na década de 1960.

Talvez o fator mais significativo do crescente interesse pelo uso dos hormônios bioidênticos é o medo ou a suspeita dos malefícios que a terapia de reposição com hormônios sintéticos pode causar. As pesquisas a respeito dos riscos associados à terapia com hormônios sintéticos têm estimulado as mulheres a discutirem outras formas de terapia. Isto ficou mais evidente com os resultados do estudo US government-sponsored Women´s Health Iniciative (WHI) de 2002.


Vantagens do uso de hormônios bioidênticos sintéticos ou naturais:


De acordo com os resultados de um estudo recentemente publicado no periódico Postgraduate Medicine, há dados fisiológicos e clínicos suficientes que demonstram que os hormônios bioidênticos, sintéticos ou naturais, estão associados à redução do risco de se desenvolver câncer de mama e doenças cardiovasculares, além de serem mais eficazes que os hormônios sintéticos não-bioidênticos.

Atualmente, a modulação hormonal bioidêntica é o método mais indicado para as terapias hormonais.


Os hormônios bioidênticos:


● Melhoram a qualidade de vida dos pacientes;

● Diminuem a inflamação crônica ou sub clínica

● Não aumentam o risco de câncer;

● Devem ser administrados pela via correta. (IMPORTANTÍSSIMO)

Os hormônios sexuais testosterona, estradiol, estriol e progesterona quando usados por via oral passam pelo fígado logo depois de absorvidos pelo estomago/intestino (a chamada primeira passagem hepática) e podem influenciar na coagulação sanguinea predispondo a tromboses (Infarto Agudo do Miocárdio, Acidente Vascular Cerebral, Tromboembolismo Venoso Profundo, etc.)

Já quando usado pela via transdérmica (pela pele) não há essa primeira passagem hepática e ao contrário, eles protegem de tromboses como sempre protegeram ao longo da vida.

Exemplos de casos de trombose:

  • Usuárias de anticoncepcional oral
  • Idosos que estão com quedas hormonais importantes.


Vantagens dos hormônios bioidênticos manipulados

As preparações manipuladas de hormônios bioidênticos oferecem vantagens indiscutíveis quando se compara com preparações hormonais industrializadas. Larga margem de variação nas dosagens, uso de veículos excipientes especiais, como gel transdérmico, concentração e composição individualizadas, permitem que se atinja o objetivo terapêutico de uma forma mais rápida, fisiológica e específica, respeitando as necessidades individuais de cada pessoa, elemento que, notoriamente, asseguram maior tolerabilidade, menor incidência de efeitos adversos e maior eficácia terapêutica.


Note a ligação completa entre um hormônio bioidêntico e seu receptor celular